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Música Tradicional do Rio de Janeiro

Em qualquer noite no Rio de Janeiro, os amantes da música, jovens e velhos, vão e vêm nos bares e cafés sem descrição da Lapa, um bairro boêmio de edifícios do século XIX com janelas de persianas e varandas de ferro forjado com flores.

Palavras-chave: Música, tradição, Rio de Janeiro, Lapa, bairro boêmio

Passeando entre os vendedores ambulantes que vendem caipirinhas, bebida de limão e cachaça com assinatura brasileira, os visitantes vão em busca de samba, choro, bossa nova, a música tradicional do país que atualmente está desfrutando de um renascimento cultural.

Tarde da noite, os instrumentos melódicos do choro se misturam com os ritmos oscilantes do samba dos anos 40 para criar um hino auditivo ao passado musical do Brasil.

Gêneros musicais tradicionais brasileiros

Nos arredores da cidade, nas favelas, milhares de jovens festeiros se aglomeram nas praças da comunidade para dançar o funk, uma dança de rua à música popular funk do Rio. Uma amálgama de gêneros brasileiros, ritmos afro-brasileiros e alma afro-americana e hip-hop, a dança funk faz o chão bater quase tanto quanto os corpos dos dançarinos girando.}

O choro é um dos melhores sons

O renascimento do samba e do choro na Lapa e o funk das favelas são apenas duas facetas da vasta paisagem musical do Rio, que inclui jazz brasileiro, bossa nova, hip-hop, fusão afro-caribenha e muito mais.

Os músicos de choro celebram a herança musical brasileira enquanto adicionam novas reviravoltas próprias, o funk da favela reúne influências estrangeiras e nativas para fazer um estilo de música diferente de qualquer outro.

Quando músicos, locais e turistas convergem para a Lapa, ela se torna o coração musical do Rio de Janeiro. Mas no início dos anos 80, quando o compositor e educador musical americano Cliff Korman viajou pela primeira vez ao Rio de Janeiro, ele encontrou poucas pessoas interessadas em tocar música brasileira (pontos turísticos favorecidos pelo jazz e pela música pop americana).

Foi Paulo Moura, um vencedor do Grammy latino que morreu aos 77 anos de idade, quem apresentou Korman às rodas de choro. Nestas sessões semanais ou mensais de improvisação, os amigos traziam seus violões, clarinetes e pandeiros para tocar esta música clássica de 150 anos.

Infuso com ritmos afro-brasileiros sincopados, o refrão, nome derivado do verbo chorar português, tem uma qualidade emocional, até mesmo melancólica, apesar de seus ritmos muitas vezes up-tempo.

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A Bossa Nova é certamente inconfundível

Significa um novo sentimento em português no Brasil. É uma mistura de ritmos de samba e samba cancao (balada de samba) e harmonias de jazz e música clássica. Em 1958, Chega de saudade, escrito por A.C.Jobim (1927-1994), tornou-se um grande sucesso no Brasil.

Esta canção tornou a Bossa Nova amplamente conhecida do povo. A maneira como João Gilberto (1931-) cantava, como se fosse um sussurro, e seu violão com um toque de balanço eram muito populares entre os jovens daquela época.

The Girl From Ipanema, cantada em inglês por Astrud Gilberto (1940) e outras músicas da bossa nova interpretadas por Stan Getz e outros músicos de jazz americanos tornaram a Bossa Nova popular em todo o mundo.

O Samba é mais brasileiro que o Pão de Deus

Originário da África, o samba é hoje o gênero simbólico do Brasil. Há cem anos, o samba foi criminalizado no Brasil como música de ex-escravos e religiões africanas, porém estas associações se enfraqueceram com o tempo, à medida que cidades como São Paulo, Recife, Salvador e Rio de Janeiro continuaram a desenvolver novas canções de samba.

Sertanejo soa muito bonito

Originário do interior do Brasil, o sertanejo predomina em São Paulo, Mata Grosso e Minas Gerais, mas é jogado em todo o país. Um aspecto interessante do sertanejo é que embora existam alguns cantores solistas – Paula Fernandes e Michel Teto, por exemplo, muitos artistas se apresentam em duos, especialmente como casais de irmãos e irmãs ou uma dupla de dois homens. Alguns dos músicos mais famosos do sertanejo são Luan Santana, Zese Di Camargo e Luciano.

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